quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Capitulo V: O início de algo bom entre coisas ruins

Ao sair do carro e chegar perto de sua porta se espantou, era sua irmã, chorando como nunca havia visto chorar antes. Desesperada, não tinha onde morar, e o homem que a engravidou a mandou pra fora de casa. 5 meses de barriga, e chotada de casa pelo único homem que conseguiu aprisioná-la. Catherine não sabia o que fazer, era sua irmã, se sentia na obrigação de ajudar. Como Catherine estava bem financeiramente, a colocou dentro de casa, coisa que ela sabia que iria se arrepender depois.
Antes de entrar em casa olhou pro carro onde estava Pablo, ele deu um tchauzinho. Sofia logo comentou: “Quem é o bonitão?” Logo Catherine percebeu que Sofia queria se encostar denovo na “irmã boba”. Olhou pra ela e disse: “É um amigo. Não é da sua conta. Te dou um prazo de uma semana pra encontrar um lugar pra morar, porque aqui você não pode ficar, entendeu?!” (Com tom irritado) Sofia teve medo da irmã pela primeira vez na sua vida.
Catherine estava uma pilha por causa do que aconteceu, Sofia perguntou porque da roupa rasgada, e Catherine não quis dizer pra não levar outro puxão de tapete.
Pablo estava encantado ainda mais por ela, mas não conseguia se ver com ela por causa da sua desconfiança de todos e da sua brutalidade, falta de costume de lhe dar com pessoas. Não a viu denovo depois daquele dia.
Numa segunda-feira ele estava correndo no parque, coisa que ele costuma fazer antes de ir ao trabalho, do qual foi readmitido antes mesmo de se acostumar com a demissão.
De repente um cachorro parou perto dele, logo atrás do cachorro estava ela, Catherine.
Se olharam por um tempo e se afastaram, pois nenhum sabia o que falar pro outro, apenas sorriram, e continuaram a correr, só que em sentidos contrários. Mesmo assim continuaram com o sorriso no rosto durante o dia todo. Uma ligação tão forte por um problema de saúde, irônico, mas foi o que aconteceu.
Dias se passavam e os dois se aproximavam ainda mais, sem interferência de ninguém. Quando ele chamou ela pra ir ao cinema, ela disse:
-“Sinto muito, não posso”
- “Porque?”
- “Você não precisa gastar seu tempo comigo.”
-“Preciso sim, eu quero levar você ao cinema.”
- “ Sinto muito, não to preparada pra sair depois de tanto tempo.”
- “Só como amigos, nada demais, por favor, eu pago tudo, inclusive a pipoca.”
- “ Você não acha que vai me comprar com pipoca, acha?”
- “E o filme?”
- “Pode ser de terror... Ai meu Deus, você não presta!” (risos)
Ele foi pra casa dele se arrumar, já tinha anoitecido. Ela ao sair do trabalho caminhou um pouco até sua casa, era um pouco longe dava tempo, mas algo a esperava, e não era nada bom.
Ela chegou em casa e se deparou com uma bagunça direto da sala, entrou de fininho, foi indo em direção a bagunça, quando chegou no quarto, sua irmã com o ex que tinha a atacado outro dia, o pior de tudo, em seu quarto.
Ela entrou em choque, começou a gritar chorando:
-“Eu não sei como eu pude acreditar em você depois do que tinha me feito! E ainda trouxe esse crápula pra cá, você não tem idéia do que ele tentou me fazer! Sai daqui! Os dois! Não encosta em mim, saaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!”
Sofia desconjuntada, quase sem roupa, pegou suas coisa, se vestiu e saiu.
Quando Sofia saiu, logo atrás saiu o ex, nessa mesma hora chega Pablo, era a hora do cinema já. Viu os dois saindo de lá, e Catherine gritando pra eles saírem, quase sem voz, como se tivesse perdido o chão, chovia muito forte, e as lágrimas no rosto de Catherine se escondiam com as gotas de chuva em seu rosto.
Quando viu que toda confusão havia acabado, foi até Catherine que sentou em sua porta, desamparada, tossia.
-“ O que houve?”
- “ Sinto muito, não vou poder ir ao cinema com você.” (Sussurrando)
- “ O que aconteceu aqui?”
Ela não conseguiu se segurar, estava fragilizada de tanta traição, encostou no ombro de Pablo e começou a chorar. Pablo envolveu Catherine em seus braços, e lá naquela porta ficaram por um tempo.




Pablo: “Catherine?” Ela apenas o olhou.
Pablo: “Eu te levo pra dentro.” Ela não conseguia falar nada, estava tremula, chorando, e totalmente só. Ele não queria deixá-la sozinha. Tentou levá-la pra dentro de casa, ela não quis entrar, disse que não tinha coragem de ver a casa dela do jeito que estava, e os culpados por isso era o que mais doía nela.
Ele quis levá-la pra dento do carro, ela não havia comido o dia inteiro, sua pressão estava baixíssima. Ele queria cuidar dela, não queria deixá-la lá do jeito que estava. Ela disse que não precisava se incomodar, ele não quis não como resposta. Levou-a até o carro, antes do meio do caminho ela de tão silenciosa dormiu.
Ela acordou já em sua sala, com uma coberta a envolvendo. Olhou pro lado, Pablo estava na cozinha preparando uma comida.
Catherine: “Pablo? Para de se preocupar comigo.”
- “Eu não quero parar, aliás, eu não consigo.”
Ele levou um prato de comida delicioso pra mesa de centro da sala de seu apartamento. Ela agradeceu pela preocupação e disse que precisava ir, não sentia fome.
Pablo insistiu dizendo: “Catherine? Não pode deixar de comer, isso pode te prejudicar, pra melhorar precisa comer. Agora não quer contar o que houve na sua casa hoje?”
Ela se espantou: “ Minha casa. As chaves?”
Pablo encostou a mão em seu ombro e disse tranquilamente: “Calma, elas estão aqui, e sua casa está fechada. Relaxa, eu não deixo nada passar.” Sorria.
Catherine: “ Não sei o que deu em mim, nem te conheço direito, e deixei que me trouxesse pra cá, mas por alguma razão, sinto que posso confiar em você.”
Pablo: “ Uma coisa que eu tenho certeza que não farei, é decepcionar uma pessoa que me ajudou.”
Catherine sentia segurança ouvindo aquilo. Ela comeu, ele a acompanhou e colocou um filme de comédia pra rodar, coisa que ela adorava. Riram muito durante o filme, ele deu a sobremesa, um sorvete do seu sabor favorito, morango. Ela adorou aquilo, estava se sentindo em casa. Depois de tudo isso, já se passavam das 22h, quando ela olhou a hora a primeira coisa com que se preocupou foi a louça, quis ajudá-lo a lavar, ele insistiu que não, ela não aceitou e pegou a buxa e o detergente e colocou mãos a obra. E ele não pode discutir e secou o que ela lavava. Ouviam música durante esse tempo. Nunca acharam tão divertido lavar louça.
Ela depois de tudo terminado disse: “Eu preciso ir Pablo, tenho que trabalhar amanhã, mas tenho que deixar a bagunça de casa arrumada. Onde eu to?”
Pablo: “Eu te levo.”
- “Não precisa, eu vou andando, a rua tá movimentada.”
- “Nem pensar, uma moça linda como você andando sozinha pela rua, a essa hora. Não mesmo. Vem que te levo.”
Ela ficou sem palavras e o acompanhou.
Quando chegou em casa olhou pra ele de modo a deixá-lo derretido, ele deu um beijo longo em seu rosto. “Vai e fica bem Catherine. E brigada pela companhia.”
Ela apenas sorriu, aquilo foi o suficiente pra deixá-lo feliz. “Tchau.”

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Capitulo IV: O encontro e o medo

Pablo foi novamente ao médico, fazer seu diagnóstico de rotina. Durante a espera do Doutor, ele viu um consultório de psicologia ao lado de sua sala. A porta se abriu e a mulher por qual ele menos esperava era a doutora, Catherine Mórbis, chamando seu próximo paciente a entrar em seu consultório.
Logo em seguida o Doutor o chama. Pablo impaciente perguntou-lhe:
- “Quem é essa doutora do consultório ao lado?”
- Doutor: “É a psicóloga da qual você não quis ajuda.”
Desnorteado, Pablo pediu ao médico pra ter uma sessão com ela. Só que o médico não poderia fazer isso sem a permissão dela, pois sua agenda estava lotada até o próximo ano.


Eles estavam no mês de novembro. Depois do diagnóstico ele observou a porta de Catherine, estava prestes a se abrir, quando ele foi embora. Ela o viu, mas não o reconheceu de costas, e logo chamou o próximo paciente.
Ao chegar em casa, Catherine decidiu sair. Cansada, numa sexta-feira de novembro, resolveu ir ao cinema assistir um filme de comédia, pra distrair todos os desabafos dos seus clientes.
Ao chegar no cinema quase não havia mais bilhetes pro filme que ela havia escolhido. Por ironia do destino, o homem que ela ajudou na rua também estava no cinema, e por incrível que pareça na mesma sessão. Pablo foi com seu único amigo e ela só.
Quando ele a viu, ficou intacto, e disse pra Stefanuto:
- “ Cara? Cara? É ela. A Catherine da qual eu te falei.”
- Stefanuto: “ Você tem razão ela parece uma menina.”
Pablo nem lembrava de que estava numa sala de cinema e assistiu ela assistir o filme.
- Stefanuto: “Você tá brincando que vai ficar aqui parado, enquanto sua princesa está ali sozinha?”
Quando seu amigo disse isso, logo alguém sentou ao lado dela, um homem. Ela logo se afastou dizendo:
- “ O que você tá fazendo aqui!?” Enraivecida.
Saiu as carreiras da sala de cinema, e o homem foi atrás, era o ex-namorado dela, e também ex-professor.
Pablo aconselhado pelo amigo foi atrás também. A rua estava vazia, e havia só os dois discutindo na rua, Pablo ficou escondido.
O cara começou a agredir Catherine, a puxando e a empurrando.
Ela gritava: “Você não vai fazer isso! Socorro! Sai da minha frente, pelo amor de Deus!”
Ele estava maltratando ela e quando deu um tapa em seu rosto, ela chutou seu saco e saiu correndo.
Ele todo manco foi atrás, estavam no estacionamento. Ele tentou violentá-la, ela desesperada gritava chorando: “Não faz isso. Eu te imploro.”
O Ex dela de repente caiu de costas, e logo após Pablo estava atrás dele, Pablo pegou em sua mão e os dois saíram correndo.
- Catherine, toda amedrontada perguntou: “Pra onde você vai me levar?”
- Pablo disse: “Pode ficar tranqüila, que eu vou te levar pra um lugar seguro.”
Catherine, mesmo desconfiada, sentia que ele não faria nada de errado, e estava o conhecendo de algum lugar.
Ele deu seu casaco pra ela, pois a blusa dela havia sido rasgada pelo Ex. Ela ainda chorava, não estava se sentindo completamente segura. Deu um telefonema:
- “Alô? Stefanuto? Aparece aqui na frente do cinema agora. Rápido.”
Quando Pablo parou o carro, Catherine quis sair, com medo.
-Pablo disse, olhando nos olhos de Catherine: “Fica calma, não vamos fazer nada com você, só vamos te levar segura pra casa, não precisa ter medo, somos amigos, e vamos te ajudar a se livrar desse frutinha.” Falava indignado.
Quando deixou Stefanuto em casa, continuou andando. Catherine estava mais calma. Perguntou: “ Você me conhece?”
Pablo disse: “Sim, e você também me conhece.”
Catherine: Do que você tá falando?”
Pablo: “Foi você que me salvou, quando eu tive um ataque na rua, e ninguém mais me socorreu.”
Ela olhou pra ele e conseguiu se lembrar, não teve mais palavras, haviam sumido de sua boca.
Pablo disse: “Você não sabe como sou grato por você ter me socorrido naquele dia. Se você não tivesse aparecido, eu teria morrido.”
Catherine: “Como você me achou?”
Pablo:” Eu não sei se foi porque eu procurei... ”
Catherine: “Você me procurou?”
Pablo: “Sim. Queria saber quem era a pessoa que me ajudou, sem nem ao menos me conhecer.”
Catherine: “É, acho que hoje você já conseguiu retribuir a ajuda que te dei.” (Sorria)
Pablo a olhou e sorriu também. Disse: “Nunca deixaria aquele crápula encostar aquelas mãos imundas encima de você.” Se constrangeu.
Catherine impressionada com a defesa de Pablo, disse: “ Eu sou muito grata pelo que me fez. Aliás, seu nome é Pablo né?”
Pablo: “Sim, e o seu é Catherine.”
Catherine: “Obrigada mais uma vez Pablo. E vai com cuidado pra casa.” Sorrindo.
Pablo: “Se cuida pequena. Fica bem. ”
Quando ela ouviu pequena, o coração dela disparou, era uma coisa que nem pelo primeiro namorado havia sentido. Um apelido carinhoso, e que ela adorava, seu pai a chamava assim.
Ele logo pediu desculpas por te-la chamado assim, ela disse que não havia problema.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Capítulo III: A procura

Pablo encontrou seu amigo depois que saiu do hospital, Stefanuto agoniado o puxou pra lanchonete pra conversarem, começou a fazer um monte de perguntas, quando do nada, Pablo gritou: “Cala a boca, preciso da sua ajuda.”
Espantado, Stefanuto disse:
“Calma eu ajudo, mas primeiro me fala o que aconteceu.”
Depois de o Pablo ter contado toda a história, Stefanuto disse que o ajudaria sem dúvida, Pablo perguntou, porque você aceitou tão rápido. Stefanuto respondeu:
“ Te conheço pouco amigo, mas o suficiente pra perceber que essa moça que apenas tocou sua mão e disse algumas palavras mexeu com você.”
Pablo achou besteira, e falou:
“Que besteira Stefanuto, eu só to curioso pra saber quem ela é, só isso, aliás ela salvou minha vida.”
Stefanuto ficou desconfiado, mas depois disso a procura começou, Stefanuto era nerd, mas entendia muito o que uma mulher precisa pra ser grato com os homens.
No hospital, com muita insistência e xaveco claro, conseguiu o nome e o telefone da moça.
Quando Pablo pegou o papel na mão, ficou sem saber o que fazer e mesmo com o telefone, não queria ligar.
Com o telefone conseguiu o endereço, foi até a frente de sua casa, ficou um tempo.
Uma mulher de cabelos castanhos como a que havia visto no hospital.
A observou chegando.
Toda atrapalhada e falando ao celular, procurava a chave de sua casa. Ao encontrar desligou o celular. E entrou. Ele continuou na frente da casa. Achou ela deslumbrante. Nunca havia visto uma mulher linda daquele jeito e tão atrapalhada, deu risada.
Ao acender a luz da sala da frente, fechou as cortinas, e quando todas as luzes se apagaram, ela foi pra sacada, de pijama, sentou na cadeira e estava tomando uma xícara de chocolate quente, pelo menos foi o que ele sugeriu. Uma coisa que ele viu que ela gostava era da lua, a observava com tanta intensidade, que esquecia o frio que fazia.
Ela viu o carro, mas não conseguiu enxergar o interior, pois os vidros eram escuros.
Ele foi embora, e ela, entrou pra casa e fechou a janela. Noite fria e uma mulher que ele apenas ouviu a voz, amolecia o coração de Pablo.

No dia seguinte, foi conversar com seu amigo Stefanuto, o acordou, eram 6:30h da manhã. Stefanuto caiu da cama com o susto. Pablo disse que precisava falar com ele.
-Pablo: “Stefanuto, a mulher é linda, parece uma menina, aparentou morar sozinha, e tinha uma fascinação pela lua que eu nunca vi igual.”
-Stefanuto: “ O que você disse mesmo, sobre não estar interessado na moça?”
- Pablo: “Ela apenas era bonita.”
- Stefanuto: “Sei, e eu sou a nata do café”
- Pablo: “Tá bom, você me conhece melhor do que qualquer outra pessoa, o amigo que não tive durante a infância, mas agora, entendo que você está ficando maluquinho.”
- Stefanuto: “Tá legal, se você não acredita em mim, a vida vai lhe mostrar as provas.”

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Capiulo II: Cabelos castanhos

Dormiu, sonhou e acordou com um belo café da manhã hospitalar levado pela enfermeira. Ele perguntou a ela, se sabia quem era a moça que o levou pra lá. Ela havia dito que não, pois quem sabe disso são as atendentes que mexem com os formulários.
Depois de uma semana internado, ele teve alta, mas antes de sair do hospital foi a bancada das atendentes perguntar o nome da moça que o levou. Só que ela pediu pra deixar confidencial sua identificação. Ele insistiu, mas a atendente não poderia, senão perderia seu emprego.
Ele saiu mais uma vez sem agradecer, e com apenas uma pista de quem era a moça, seus cabelos castanhos.
O que ele não sabia, é que ela estava bem mais próxima do que ele imaginava. Ela era a psicóloga que iria tratá-lo senão se recusasse.

Catherine Mórbis, 24 anos, psicóloga, bem empregada, muitos clientes que a adoram e que saem satisfeitos de seu consultório.
Aos 14 anos de idade, perdeu seus pais, em um acidente de transito, com motorista bêbado. Um dos enormes motivos dela odiar bebida alcoólica. Tinha uma irmã, o que a ajudou a não ficar tão sozinha, mesmo assim, depois que saíram do orfanato, as duas foram em direções diferentes, mesmo morando na mesma casa, nunca tiveram um carinho uma pela outra. Sempre brigavam pelo mesmo motivo, ela não fazia nada, enquanto Catherine fazia tudo. Uma carga que estava a deixando louca.
Com seus 22 anos,no meio do seu curso na faculdade, namorou um professor, ele era encantador, só que ela não confiava nele e muito menos na irmã, ela não o levava de jeito nenhum pra sua casa, pois sabia que sua irmã o tomaria, assim como os outros. Só que mesmo não levando ele em sua casa, sua irmã começou a trabalhar na lanchonete da faculdade como atendente. Um certo dia, Catherine havia ficado na faculdade até mais tarde fazendo trabalho, ouviu um barulho no fundo do corredor, na sala dos professores. Com um pouco de medo, pois pensou que havia um assaltante, foi devagar, ao flagrar sua irmã com seu namorado e professor que ela teria que enfrentar durante os próximos anos em seu curso.
No outro dia ela nem ao menos bom dia deu pra sua irmã, foi pra faculdade, nem olhou na cara do professor, ele foi tirar satisfações, violentamente. Ela pediu pra ele solta-lo, mas ele continuou. Com raiva disse tudo que havia visto na noite anterior, só que ele negou tudo.
Indignada e com nojo, ela deixou ele falando sozinho, e nunca mais havia pronunciado a palavra a ele durante todo seu curso. E sua irmã, deixou ela com a casa, e comprou uma pra si, num bairro distanciado. A partir do dia em que viu toda aquela atrocidade na sala dos professores, não conseguiu confiar mais em ninguém. Se sentia só, mas não queria arriscar conhecer ninguém.
Já com seu consultório e casa na cidade, e mais uma casa no campo pra descanso, ela estava bem, não deixava de ser gentil com as pessoas, mesmo passando por todo esse sofrimento da infância pra vida adulta.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Capítulo I: O motivo de tanta frieza.

Duas pessoas completamente diferentes. Destinos completamente fora de curso, e por problema de saúde foram unidos.

Ele com 30 anos, Pablo Salvatore, arquiteto bem sucedido, mas muito birrento. Não aceita que discordem dele, fica bravo por qualquer motivo, seus funcionários tem que agir como se não existissem. Um bom dia, um boa tarde não se ouve dele naquela empresa. O humor dele não existe pelo fato de ter perdido seus pais aos 10 anos, em um assalto num supermercado. Ele estava junto, mas a pedido dos pais ele se escondeu, era pequeno ainda e não tinha como se defender, viu seus pais morrendo na sua frente, ainda hoje ele tem pesadelos com isso. Depois de difícil temporada com os pais adotivos, que não eram nada hospitaleiros, saiu de casa. Aos seus 20 anos, enquanto fazia faculdade encontrou uma garota, da qual ele se apaixonou de verdade. Continuava meio frio com as pessoas que o cercavam, era um universitário de poucas palavras.
  A conheceu numa festa que ele foi apenas para vê-la, não tinha muito jeito com as mulheres, mas ela não o deixou escapar. Como ele era um cara bonitão, ela decidiu investir.
Começaram a namorar, fazia quase 2 meses que estavam juntos, ele estava completamente encantado, levava ela pra sair a lugares diferentes quase todo fim de semana, e se entregou completamente a ela. Só que numa noite de sábado, ele não quis sair com ela, decidiu ir a sua casa fazer-lhe uma surpresa. Mas a surpresa quem teve foi ele, sua namorada estava o traindo, com um dos professores da faculdade. Ali foi um choque ainda maior pro cara. O mundo dele caiu.
     Não sabia pra onde ir, ou com quem conversar, não havia ninguém em que ele confiava. Ele jogou tudo pro alto que se envolve por sentimentalismo, e resolveu encarar a vida sem isso.
Num bar, nessa mesma noite, enchendo a cara, o mais nerd de sua sala, o mais quieto e mais estudioso, estava nesse mesmo bar, só que com um pessoal também nerd. Ele não se agüentou, foi conversar com ele, Pablo não queria papo, mas o nerd insistiu, e ele acabou chorando suas mágoas. A partir daí ficaram amigos, tudo que um precisava do outro, estavam ali. Mas ainda assim Pablo continuava com uma pedra no lugar do coração, não havia mulher que ele deixava passar, mas também, não deixava entrar na sua mente. Virou um pegador, galanteador, mas grosso e insensível, brincava com todas.
Estava adquirindo um problema de saúde muito forte, por passar por tanto stress em seu escritório, pedidos de clientes incorretos, reclamações uma atrás da outra. Ele não estava mais conseguindo lidar com aquilo. Mas continuava a trabalhar. Assim ganhou uma doença causada por stress, o que lhe causava muita dor no peito. Tinha que ter um acompanhamento médico a cada duas semanas, pra saber como estava, mas se recusava a procurar um psicólogo, o que fazia parte de seu tratamento.
  Um certo dia andando na rua, a caminho de seu trabalho, recebeu um telefonema de seu amigo nerd (Stefanuto) , que era seu companheiro de trabalho, dizia: “Pablo, o manda chuva quer falar com você, diz que está muito insatisfeito com seu trabalho, anda recebendo muitas reclamações de clientes, dizendo que os desenhos estão ficando tremidos e estão chegando os pedidos trocados. Você corre perigo de ser despedido. Alô! Pablo? Você tá aí?”



Aquilo pra Pablo foi o fim, ele apesar de ter muito stress no trabalho, adorava o que fazia, era uma paixão desde pequenino, foi incentivado pelos pais. Seria muito difícil, conseguir outro emprego como esse.
   A dor no peito dessa vez foi muito forte, ele não conseguia andar direito, nem respirar direito, tudo estava ficando escuro, não enxergando mais nada ao seu redor, com muita tontura decorrente a dor no peito, caiu. O incrível, é que as pessoas continuaram andando, e ele precisava de ajuda, só que não conseguia falar. O telefone caiu, roubaram, mas não o ajudaram. Enfim, uma mulher o socorreu:
 “Por favor, alguém pode ajudar? Chama uma ambulância alguém. O cara precisa de ajuda.”
Ninguém se prontificou, indignada, ela mesmo pegou seu celular e ligou pra ambulância, estava muito preocupada com o homem, sem nem ao menos conhecê-lo.
Depois de uns 10 minutos a ambulância chegou. Começaram com toda aquela aparelhagem, e o colocaram no carro. O enfermeiro, perguntou a moça se ela não queria ir junto, pois não tinham sua identificação e precisariam de alguém pra preencher o formulário.
Ela foi, pensou que não poderia deixar o homem sozinho daquela maneira, tinha que ajudar pelo menos a encontrar a família... Que ele não tinha.
Durante o tempo no hospital ela preencheu a ficha. Com o nome e CPF. Perguntou se poderia vê-lo mais uma vez antes de ir embora e deixar tudo por conta do hospital.  Deram-lhe permissão.
    Entrou no quarto e olhou um tempo pra ele, se deu conta de quanto ele era lindo, pegou na mão dele e disse: “Não sei se irei te encontrar de novo, mas se encontrar, espero que não seja desse jeito, que você esteja bem, tchau.”
 Ele meio tonto, ouviu tudo que ela disse, só que não abria os olhos, sem força alguma. Bem de longe a viu sair, viu seus cabelos castanhos e bem de longe seus passos.

Estréia !

Leitores e Leitoras, estou aqui com o simples intuito de trazer uma distração pra vocês, depois de um dia cansativo e stressante que tiverem, ou se apensa estiverem afim de ler uma coisa nova e diferente,  simples e romantica, cheia de idas e vindas, mas com muitas coisas imprevisíveis, uma novelinha, sim, pode parecer loucura, mas comecei escrever ela achando que ia ter apenas 1 ou 2 páginas, quando me deparei, não conseguia mais parar de escrever, daí me veio na "cachola": Porque não dividir com quem gosta ler coisas diferentes.
Enfim, ficarei feliz com cada visita, e ficarei mais feliz ainda se houverem leitores fiéis, dos quais queiram acompanhar essa história do começo ao fim.

                                                                               Laços de Solidão


Estarei uma vez por semana postando um episódio, espero que gostem, e se não gostarem podem falar, vai ser construtivo. Agradecerei cada comentário, e agradecerei cada seguidor.
Agora chega de falação... Bora começar?