Pablo encontrou seu amigo depois que saiu do hospital, Stefanuto agoniado o puxou pra lanchonete pra conversarem, começou a fazer um monte de perguntas, quando do nada, Pablo gritou: “Cala a boca, preciso da sua ajuda.”
Espantado, Stefanuto disse:
“Calma eu ajudo, mas primeiro me fala o que aconteceu.”
Depois de o Pablo ter contado toda a história, Stefanuto disse que o ajudaria sem dúvida, Pablo perguntou, porque você aceitou tão rápido. Stefanuto respondeu:
“ Te conheço pouco amigo, mas o suficiente pra perceber que essa moça que apenas tocou sua mão e disse algumas palavras mexeu com você.”
Pablo achou besteira, e falou:
“Que besteira Stefanuto, eu só to curioso pra saber quem ela é, só isso, aliás ela salvou minha vida.”
Stefanuto ficou desconfiado, mas depois disso a procura começou, Stefanuto era nerd, mas entendia muito o que uma mulher precisa pra ser grato com os homens.
No hospital, com muita insistência e xaveco claro, conseguiu o nome e o telefone da moça.
Quando Pablo pegou o papel na mão, ficou sem saber o que fazer e mesmo com o telefone, não queria ligar.
Com o telefone conseguiu o endereço, foi até a frente de sua casa, ficou um tempo.
Uma mulher de cabelos castanhos como a que havia visto no hospital.
A observou chegando.
Toda atrapalhada e falando ao celular, procurava a chave de sua casa. Ao encontrar desligou o celular. E entrou. Ele continuou na frente da casa. Achou ela deslumbrante. Nunca havia visto uma mulher linda daquele jeito e tão atrapalhada, deu risada.
Ao acender a luz da sala da frente, fechou as cortinas, e quando todas as luzes se apagaram, ela foi pra sacada, de pijama, sentou na cadeira e estava tomando uma xícara de chocolate quente, pelo menos foi o que ele sugeriu. Uma coisa que ele viu que ela gostava era da lua, a observava com tanta intensidade, que esquecia o frio que fazia.
Ela viu o carro, mas não conseguiu enxergar o interior, pois os vidros eram escuros.
Ele foi embora, e ela, entrou pra casa e fechou a janela. Noite fria e uma mulher que ele apenas ouviu a voz, amolecia o coração de Pablo.
No dia seguinte, foi conversar com seu amigo Stefanuto, o acordou, eram 6:30h da manhã. Stefanuto caiu da cama com o susto. Pablo disse que precisava falar com ele.
-Pablo: “Stefanuto, a mulher é linda, parece uma menina, aparentou morar sozinha, e tinha uma fascinação pela lua que eu nunca vi igual.”
-Stefanuto: “ O que você disse mesmo, sobre não estar interessado na moça?”
- Pablo: “Ela apenas era bonita.”
- Stefanuto: “Sei, e eu sou a nata do café”
- Pablo: “Tá bom, você me conhece melhor do que qualquer outra pessoa, o amigo que não tive durante a infância, mas agora, entendo que você está ficando maluquinho.”
- Stefanuto: “Tá legal, se você não acredita em mim, a vida vai lhe mostrar as provas.”

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