Ao sair do carro e chegar perto de sua porta se espantou, era sua irmã, chorando como nunca havia visto chorar antes. Desesperada, não tinha onde morar, e o homem que a engravidou a mandou pra fora de casa. 5 meses de barriga, e chotada de casa pelo único homem que conseguiu aprisioná-la. Catherine não sabia o que fazer, era sua irmã, se sentia na obrigação de ajudar. Como Catherine estava bem financeiramente, a colocou dentro de casa, coisa que ela sabia que iria se arrepender depois.
Antes de entrar em casa olhou pro carro onde estava Pablo, ele deu um tchauzinho. Sofia logo comentou: “Quem é o bonitão?” Logo Catherine percebeu que Sofia queria se encostar denovo na “irmã boba”. Olhou pra ela e disse: “É um amigo. Não é da sua conta. Te dou um prazo de uma semana pra encontrar um lugar pra morar, porque aqui você não pode ficar, entendeu?!” (Com tom irritado) Sofia teve medo da irmã pela primeira vez na sua vida.
Catherine estava uma pilha por causa do que aconteceu, Sofia perguntou porque da roupa rasgada, e Catherine não quis dizer pra não levar outro puxão de tapete.
Pablo estava encantado ainda mais por ela, mas não conseguia se ver com ela por causa da sua desconfiança de todos e da sua brutalidade, falta de costume de lhe dar com pessoas. Não a viu denovo depois daquele dia.
Numa segunda-feira ele estava correndo no parque, coisa que ele costuma fazer antes de ir ao trabalho, do qual foi readmitido antes mesmo de se acostumar com a demissão.
De repente um cachorro parou perto dele, logo atrás do cachorro estava ela, Catherine.
Se olharam por um tempo e se afastaram, pois nenhum sabia o que falar pro outro, apenas sorriram, e continuaram a correr, só que em sentidos contrários. Mesmo assim continuaram com o sorriso no rosto durante o dia todo. Uma ligação tão forte por um problema de saúde, irônico, mas foi o que aconteceu.
Dias se passavam e os dois se aproximavam ainda mais, sem interferência de ninguém. Quando ele chamou ela pra ir ao cinema, ela disse:
-“Sinto muito, não posso”
- “Porque?”
- “Você não precisa gastar seu tempo comigo.”
-“Preciso sim, eu quero levar você ao cinema.”
- “ Sinto muito, não to preparada pra sair depois de tanto tempo.”
- “Só como amigos, nada demais, por favor, eu pago tudo, inclusive a pipoca.”
- “ Você não acha que vai me comprar com pipoca, acha?”
- “E o filme?”
- “Pode ser de terror... Ai meu Deus, você não presta!” (risos)
Ele foi pra casa dele se arrumar, já tinha anoitecido. Ela ao sair do trabalho caminhou um pouco até sua casa, era um pouco longe dava tempo, mas algo a esperava, e não era nada bom.
Ela chegou em casa e se deparou com uma bagunça direto da sala, entrou de fininho, foi indo em direção a bagunça, quando chegou no quarto, sua irmã com o ex que tinha a atacado outro dia, o pior de tudo, em seu quarto.
Ela entrou em choque, começou a gritar chorando:
-“Eu não sei como eu pude acreditar em você depois do que tinha me feito! E ainda trouxe esse crápula pra cá, você não tem idéia do que ele tentou me fazer! Sai daqui! Os dois! Não encosta em mim, saaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!”
Sofia desconjuntada, quase sem roupa, pegou suas coisa, se vestiu e saiu.
Quando Sofia saiu, logo atrás saiu o ex, nessa mesma hora chega Pablo, era a hora do cinema já. Viu os dois saindo de lá, e Catherine gritando pra eles saírem, quase sem voz, como se tivesse perdido o chão, chovia muito forte, e as lágrimas no rosto de Catherine se escondiam com as gotas de chuva em seu rosto.
Quando viu que toda confusão havia acabado, foi até Catherine que sentou em sua porta, desamparada, tossia.
-“ O que houve?”
- “ Sinto muito, não vou poder ir ao cinema com você.” (Sussurrando)
- “ O que aconteceu aqui?”
Ela não conseguiu se segurar, estava fragilizada de tanta traição, encostou no ombro de Pablo e começou a chorar. Pablo envolveu Catherine em seus braços, e lá naquela porta ficaram por um tempo.
Pablo: “Catherine?” Ela apenas o olhou.
Pablo: “Eu te levo pra dentro.” Ela não conseguia falar nada, estava tremula, chorando, e totalmente só. Ele não queria deixá-la sozinha. Tentou levá-la pra dentro de casa, ela não quis entrar, disse que não tinha coragem de ver a casa dela do jeito que estava, e os culpados por isso era o que mais doía nela.
Ele quis levá-la pra dento do carro, ela não havia comido o dia inteiro, sua pressão estava baixíssima. Ele queria cuidar dela, não queria deixá-la lá do jeito que estava. Ela disse que não precisava se incomodar, ele não quis não como resposta. Levou-a até o carro, antes do meio do caminho ela de tão silenciosa dormiu.
Ela acordou já em sua sala, com uma coberta a envolvendo. Olhou pro lado, Pablo estava na cozinha preparando uma comida.
Catherine: “Pablo? Para de se preocupar comigo.”
- “Eu não quero parar, aliás, eu não consigo.”
Ele levou um prato de comida delicioso pra mesa de centro da sala de seu apartamento. Ela agradeceu pela preocupação e disse que precisava ir, não sentia fome.
Pablo insistiu dizendo: “Catherine? Não pode deixar de comer, isso pode te prejudicar, pra melhorar precisa comer. Agora não quer contar o que houve na sua casa hoje?”
Ela se espantou: “ Minha casa. As chaves?”
Pablo encostou a mão em seu ombro e disse tranquilamente: “Calma, elas estão aqui, e sua casa está fechada. Relaxa, eu não deixo nada passar.” Sorria.
Catherine: “ Não sei o que deu em mim, nem te conheço direito, e deixei que me trouxesse pra cá, mas por alguma razão, sinto que posso confiar em você.”
Pablo: “ Uma coisa que eu tenho certeza que não farei, é decepcionar uma pessoa que me ajudou.”
Catherine sentia segurança ouvindo aquilo. Ela comeu, ele a acompanhou e colocou um filme de comédia pra rodar, coisa que ela adorava. Riram muito durante o filme, ele deu a sobremesa, um sorvete do seu sabor favorito, morango. Ela adorou aquilo, estava se sentindo em casa. Depois de tudo isso, já se passavam das 22h, quando ela olhou a hora a primeira coisa com que se preocupou foi a louça, quis ajudá-lo a lavar, ele insistiu que não, ela não aceitou e pegou a buxa e o detergente e colocou mãos a obra. E ele não pode discutir e secou o que ela lavava. Ouviam música durante esse tempo. Nunca acharam tão divertido lavar louça.
Ela depois de tudo terminado disse: “Eu preciso ir Pablo, tenho que trabalhar amanhã, mas tenho que deixar a bagunça de casa arrumada. Onde eu to?”
Pablo: “Eu te levo.”
- “Não precisa, eu vou andando, a rua tá movimentada.”
- “Nem pensar, uma moça linda como você andando sozinha pela rua, a essa hora. Não mesmo. Vem que te levo.”
Ela ficou sem palavras e o acompanhou.
Quando chegou em casa olhou pra ele de modo a deixá-lo derretido, ele deu um beijo longo em seu rosto. “Vai e fica bem Catherine. E brigada pela companhia.”
Ela apenas sorriu, aquilo foi o suficiente pra deixá-lo feliz. “Tchau.”

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